Acesso à medicina não convencional cresce no SUS
6 Janeiro, 2010 at 5:48 pm | In 1 | Leave a CommentAgência Saúde
O acesso gratuito a práticas de saúde como Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa (MTC/acupuntura) e Termalismo (uso de águas para tratamento de saúde) cresceu no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2007, foram realizados 97.240 procedimentos de acupuntura e, em 2008, foram 216.616, crescimento de 122%. As práticas corporais, como Lian Gong e Tai Chi Chuam, também se tornaram mais acessíveis aos usuários. Em 2007, foram realizadas 27.646 práticas, enquanto, em 2008, o SUS contabilizou 126.652 – crescimento de 358%.
O aumento foi possível graças à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em 2006. O Ministério da Saúde garantiu acesso gratuito às práticas integrativas no país com a portaria de nº 971. A política recomenda ações e serviços no SUS, para a prevenção de agravos na saúde, a promoção e a recuperação, além de propor o cuidado continuado, humanizado e integral na saúde, com ênfase na atenção básica.
Essas práticas, que já eram realizadas no SUS antes da PNPIC, mas de forma tímida, ganharam força com a implementação da política nacional. Para se ter idéia, em 2000, foram realizadas 257.508 consultas em homeopatia. Já em 2007, foram 312.533. “Com a institucionalização das práticas não convencionais no SUS, muitos Estados e municípios tiveram suas ações fortalecidas. A PNPIC prioriza a promoção da saúde e promove acesso da população a práticas antes restritas a área privada”, analisa Carmem De Simoni, coordenadora da PNPIC.
Além disso, em 2006, o Ministério criou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que financiará seis novos medicamentos fitoterápicos neste ano. A partir de 2010, os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito. Os novos produtos – preparados a partir de plantas medicinais – são indicados para o tratamento de problemas como prisão de ventre, inflamações, artrite reumatóide e sintomas do climatério (veja matéria sobre o assunto).
Investimento
O investimento federal em consultas homeopáticas também foi incrementado: cresceu em 383%. Em 2000, o MS aplicou R$ 611.367,00 no custeio de consultas. Em 2008, investiu R$ 2.953.480,00. Além disso, só em 2008, foram realizados 25.751 procedimentos de moxabustão (procedimento que consiste no aquecimento dos pontos de acupuntura), com verba de R$ 84.649,00. Já o investimento em acupuntura teve incremento de 1.420%. Em 2000, foram gastos R$ 278.794,00 enquanto, em 2008, o recurso aplicado foi de R$ 3.960.120,00.
Com a política, os brasileiros têm acolhimento gratuito nas áreas de Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia. Eles são atendidos, principalmente, nas Unidades Básicas de Saúde e nos Núcleos de Apoio à Família (NASFs), além de hospitais.
Em 2004, antes da criação da política, o MS mapeou 230 municípios brasileiros que realizavam alguma prática. Em 2008, pelo menos 1.340 cidades oferecem alguma prática integrativa e complementar no SUS.
Vanguarda
A PNPIC inseriu o Brasil na vanguarda das práticas integrativas no sistema oficial de saúde. As experiências brasileiras são citadas em relatórios da Organização Mundial de Saúde que, desde 1970, incentiva os países a implementarem políticas na área. A política responde ao desejo da população manifesto nas recomendações de Conferências Nacionais de Saúde, desde 1988.
O Espírito Santo não possuía normas para a aplicação das práticas no estado, mas passou a contar com política estadual para com foco na homeopatia, na acupuntura, em plantas medicinais e na fitoterapia. Já Campinas, que conta com o Ambulatório Municipal de Homeopatia desde 1989 e um projeto de medicina tradicional chinesa incrementou o rol de atividades oferecidas. Estudo realizado pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade indica a diminuição do consumo de mais de 74 mil antiinflamatórios por ano, após a implantação do Lian Gong (prática corporal da MTC).
Práticas integrativas e complementares em dados
• Em 2007, foram realizados 97.240 procedimentos de acupuntura com a utilização de agulhas e, em 2008, foram 216.616, um crescimento de 122%.
• As práticas corporais, como Lian Gong e Tai Chi Chuam também se tornaram mais acessíveis aos usuários. Em 2007, foram realizadas 27.646 práticas, enquanto, em 2008, o SUS contabilizou 126.652, um crescimento de 358%.
• Em 2000, foram realizadas 257.508 consultas em Homeopatia. Já em 2007, foram 312.533
• A partir do próximo ano, os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito
• O investimento federal em consultas homeopáticas cresceu em 383%. Em 2000, o MS aplicou R$ 611.367 no custeio de consultas, enquanto em 2008 investiu R$ 2.953.480,00
• Só em 2008, foram realizados 25.751 procedimentos de moxabustão (técnica da Medicina Tradicional Chinesa baseada nos mesmos princípios de energia trabalhados na acupuntura), com verba de R$ 84.649
• O investimento em acupuntura teve incremento de 1.420%. Em 2000, foram gastos R$ 278.794, enquanto, em 2008, o recurso aplicado foi de R$ 3.960.120,00.
Medicina alternativa de graça
5 Janeiro, 2010 at 1:11 pm | In 1 | Leave a CommentO DIA – Ciência e Saúde - por Clarissa Mello
A procura de pacientes por tratamentos alternativos de saúde na rede pública — como fitoterapia, homeopatia, acupuntura e até técnicas da medicina tradicional chinesa — cresceu mais de 100% em todo o País nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam aumento de 120% nos serviços oferecidos no Rio de Janeiro de 2008 para o ano passado.
Para a coordenadora nacional de práticas integrativas e complementares do Sistema Único de Saúde (SUS), Carmem de Simoni, é fundamental que a medicina alternativa seja oferecida na atenção básica dos municípios. A orientação, diz a especialista, é que o serviço seja prestado por médicos credenciados ao SUS para que não haja descontinuidade no atendimento.
“Com as portarias do ministério, os municípios que quiserem podem ter acesso aos fitoterápicos e homeopatia na lista de medicamentos, por exemplo. Isso é um avanço, e o Rio de Janeiro é um dos pioneiros nessas medidas. Porém, para fazer o procedimento, é necessário profissinal habilitado e não qualquer médico”, declara.
No Brasil, o número de procedimentos de práticas corporais chinesas (como Tai Chi Chuan e Pa Tuan Ching) cresceu 358% entre os anos de 2007 e 2008. Simoni lembra que exercícios corporais chineses voltados para os ossos e as articulações podem diminuir até o uso de anti-inflamatórios. A procura pela acupuntura no mesmo período aumentou 122%.
De acordo com o Ministério da Saúde, também houve aumento na busca por tratamentos a base de remédios homeopáticos, plantas medicinais e fitoterapia, além de termalismo (tratamento com água).
A partir de 2010, postos de saúde de todo o País poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito.
No município do Rio de Janeiro, 67 pontos, entre postos de Saúde e hospitais, oferecem tratamentos com homeopatia, fitoterápicos, além de Tai Chi Chuan, auriculoterapia, Pa Tuan Ching e Yoga.
CONFIRA ALGUNS ENDEREÇOS
ACUPUNTURA
Barra – Hospital Lourenço Jorge; Botafogo – Policlínica Dom Hélder Câmara (R. Voluntários da Pátria, 136); Centro – Policlínica Oswaldo Cruz (Av. Henrique Valadares, 151); Copacabana – CMS João Barros Barreto (R. Tenreiro Aranha, s/n); Praça da Bandeira – Policlínica Hélio Pellegrino (R. do Matoso, 96); Santa Cruz: Policlínica Lincoln de Freitas Filho (R. Lopes de Moura, 46).
AURICULOTERAPIA
Catete – CMS Manoel José Ferreira (R. Silveira Martins, 161); Copacabana – CMS João Barros Barreto (R. Tenreiro Aranha, s/n); Penha – Policlínica José Paranhos Fontenelle (R. Leopoldina Rego, 700); Praça da Bandeira – Policlínica Hélio Pellegrino (R. do Matoso, 96,); Santa Tereza – CMS Ernani Agrícola (R. Constante Jardim, 8).
HOMEOPATIA
Centro – PAM Antônio Ribeiro Neto (Av. Treze de Maio, 23 ); Gávea – Hospital Miguel Couto; São Cristóvão – CMS Ernesto Zeferino Timbau (Av. do Exército, 1); Vila Isabel – Hospital Jesus (Av. Oito de Dezembro, 717 ).
FITOTERAPIA
Ilha do Governador – Policlínica Newton Alves Cardoso (Rua Combu, 191); Maracanã – Instituto Oscar Clark (R. General Canabarro, 345 ); <MC1>Santa Tereza – CMS Ernani Agrícola (R. Constante Jardim, 8).
SHIATSU
Centro – Policlinica Oswaldo Cruz (Av. Henrique Valadares, 151); Copacabana – CMS João Barros Barreto (Rua Tenreiro Aranha,s/n); Santa Tereza – CMS Ernani Agrícola (R. Constante Jardim, 8).
PA-TUAN-CHING
Bangu – CMS Waldyr Franco (Praça Cecília Pedro, 60); Campo Grande: CMS Belizário Pena (Rua Franklin, 29).
Oferta de acupuntura no SUS cresce 122% em 1 ano
30 Dezembro, 2009 at 7:50 am | In 1 | Leave a CommentCLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo
Em um ano, o Ministério da Saúde aumentou em 122% a oferta de acupuntura e de outras práticas da medicina tradicional chinesa (MTC) na rede pública. Foram realizados 216.616 procedimentos em 2008, contra 97.240 em 2007.
O crescimento das chamadas práticas integrativas e complementares no SUS, que reúne também terapias como a homeopatia e o termalismo, ainda esbarra, porém, na falta de profissionais especializados e na concentração de procedimentos nas regiões Sudeste e Sul.
De acordo com Carmem De Simoni, coordenadora do programa do ministério que reúne essas práticas, o desafio agora é formar profissionais no SUS que trabalhem para o SUS. “Mesmo que um gestor queira implantar homeopatia no Amazonas, ele não encontrará profissional no Sistema Único de Saúde”, afirma De Simoni.
A prática da acupuntura também é motivo de discórdia entre os médicos e o ministério. Os médicos entendem que a prática é um ato que deve ser restrito a eles porque envolve um diagnóstico anterior.
Eles argumentam que uma dor lombar, por exemplo, pode ter causa muscular (que poderia ser amenizada com as agulhas), mas também pode ser sinal de algo mais sério, como um problema neurológico.
“Eu não posso simplesmente experimentar a acupuntura nessa pessoa. E se ela tem um tumor na coluna que está comprimindo o nervo? Ela precisa de um outro tipo de tratamento. O médico tem que avaliar a pessoa para saber que diagnóstico ela tem e ver quais as alternativas que existem nas diferentes especialidades”, afirma José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira).
Já o Ministério da Saúde aceita que outros profissionais da saúde, devidamente habilitados, apliquem acupuntura. Argumenta que os fisioterapeutas, por exemplo, reconhecem a acupuntura como prática da especialidade desde 1981, 15 anos antes dos médicos.
“Quem legisla no país a respeito do exercício das profissões são o Congresso Nacional e as categorias profissionais. O ministério tem poder executivo, não legisla. Nosso mote é agir com responsabilidade e segurança. A acupuntura está no programa de forma multiprofissional”, diz De Simoni.
Evidência científica
Outro debate que existe no meio acadêmico é a falta de evidência científica de procedimentos que constam do programa do governo. De Simoni diz que o ministério tem apoiado grupos de estudo que buscam comprovar cientificamente a eficácia dessas práticas.
Em Campinas (SP), por exemplo, um estudo mostrou que houve diminuição do uso de anti-inflamatório depois da implantação do lian gong, uma prática corporal da medicina tradicional chinesa.
O lian gong e o tai chi chuan tiveram um aumento de 358% no SUS entre 2007 e 2008 (27.646 práticas, contra 126.652), segundo o Ministério.
SUS vai distribuir oito fitoterápicos em 2010
4 Dezembro, 2009 at 11:31 am | In 1 | Leave a CommentLaura Lopes – Revista Época
Alcachofra, isoflavona da soja e unha de gato são utilizados em alguns dos medicamentos feitos a partir de plantas medicinais que os médicos da atenção básica de saúde terão como opção para prescrever aos pacientes
A alcachofra é uma das plantas medicinais usadas nos seis novos medicamentos fitoterápicos financiados pelo SUS
Prisão de ventre? Cáscara sagrada. Dores abdominais por problemas no fígado ou bile? Alcachofra. Gastrite? Espinheira santa, é tiro e queda. O uso terapêutico de plantas e ervas na cura de males da saúde não é novo. Mas o Sistema Único da Saúde (SUS) bancar medicamentos fitoterápicos é algo bem recente. A partir do ano que vem, os postos de saúde de 13 Estados terão oito fitoterápicos à disposição para serem prescritos pelos médicos da rede pública. “Os fitoterápicos são uma opção de origem vegetal. Com eles, pesquisas mostram que a possibilidade de efeitos adversos é menor”, diz José Miguel do Nascimento Júnior, diretor do departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (MS). Eles serão financiados com a verba que já é usada para a compra dos medicamentos da atenção básica – R$ 8,82 por habitante/ano, o que soma R$ 1,76 bilhão.
São seis os novos medicamentos – dois fitoterápicos (espinheira santa e guaco) já haviam sido introduzidos no SUS em dezembro de 2007– apresentados em forma de xaropes, cápsulas, comprimidos, gotas ou pomadas. Alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato, todos testados e com comprovação científica de sua eficácia (confira para o que são usados no quadro abaixo). A inclusão dos seis novos fitoterápicos faz parte do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, concluído e formalizado em 2008. “A discussão da fitoterapia no SUS é anterior ao próprio programa. Vários municípios brasileiros têm experiências de fornecimento de plantas, chazinho, acupuntura e outras terapias”, afirma Nascimento Júnior.
O Conselho Federal de Medicina aprova a iniciativa do ministério. Agora, é importante que os médicos saibam como prescrever os novos medicamentos disponíveis, procurando cursos de especialização em prescrição fitoterápica. “Essa opção terapêutica requer, para quem prescreve e para quem usa, a mesma cautela do medicamento tradicional”, afirma Nascimento. Segundo o diretor do MS, os fitoterápicos são eficazes e seguros e uma alternativa terapêutica tanto quanto um medicamento sintético. “Até porque muitos sintéticos são derivados de plantas, como a digoxina (usada para tratamentos cardíacos).”
O governo pretende, com a ampliação do programa, dar mais opções à base de plantas medicinais para a população. Os Estados não são obrigados a oferecer todos os medicamentos, como já acontece com a lista de fármacos da atenção básica. Cada secretaria estadual e municipal de saúde deve definir aqueles que serão distribuídos na rede pública de saúde, de acordo com a necessidade de cada região. Além de fornecer, a intenção é aumentar o número de fitoterápicos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O programa visa ao estímulo da produção local, à geração de emprego e renda do produtor, à fixação do homem no campo e até à substituição de culturas, como do fumo pelas plantas medicinais”, afirma Nascimento. A Alemanha, ele conta, tem nos fioterápicos uma opção muito forte e tradicional. Aquele país exporta modelos e inspira. “Seu sistema de saúde é muito bem calcado na questão dos fitoterápicos”, diz.
Para que servem os fitoterápicos
Alcachofra: Tratamento de dores na região abdominal associadas a disfunções relacionadas ao fígado e à bile
Aroeira: Tratamentos ginecológicos anti-infecciosos
Cáscara sagrada: Constipação ocasional (prisão de ventre)
Espinheira santa: Tratamentos de gastrites e úlceras
Garra do diabo: Anti-inflamatório (oral) para dores lombares e osteoartrite (artrose)
Guaco: Tratamentos de tosses e gripes
Isoflavona da soja: Coadjuvante no alívio dos sintomas da menopausa
Unha de gato: Anti-inflamatório (oral e tópico) para artrite reumatoide, osteoartrite (artrose) e ajuda a fortalecer a imunidade.
Eletroacupuntura: possível arma contra a depressão?
26 Outubro, 2009 at 5:40 pm | In 1 | Leave a CommentEstudo brasileiro constata efeitos antidepressivos dessa técnica medicinal milenar em ratos
Agulhas de acupuntura, uma técnica terapêutica milenar, indicada hoje pela Organização Mundial da Saúde para o tratamento de dezenas de problemas de saúde (foto: Xhienne/ Wikimedia Commons).
A Organização Mundial da Saúde listou, em 1979, mais de 40 doenças tratáveis pela acupuntura, técnica medicinal milenar, de origem chinesa, hoje reconhecida como especialidade médica em muitos países. A compreensão do mecanismo de ação das agulhas aplicadas em pontos específicos do corpo baseou-se, por milênios, apenas em concepções filosóficas, mas nas últimas décadas houve um aumento significativo do número de pesquisas sobre a técnica, que deram a esta sólido embasamento científico.
Alguns desses estudos abordaram o uso da acupuntura no tratamento da depressão, sem resultados conclusivos. No entanto, trabalho recente de nosso grupo de pesquisa constatou, em ratos, efeitos tipo-antidepressivos da eletroacupuntura. O trabalho mostrou ainda que tais efeitos estão associados aos níveis de serotonina no sistema nervoso central.
A depressão é considerada, nos dias atuais, uma doença potencialmente grave, que atinge parcela expressiva da população mundial. Desânimo, tristeza, insegurança, ansiedade, comprometimento da auto-estima e desmotivação ilustram claramente o impacto da depressão, que afeta em torno de 20% da população mundial e faz parte do grupo das 10 maiores causas de adoecimento e morte em todo o mundo.
As pessoas que sofrem de depressão apresentam, frequentemente, dificuldade de admitir que têm a doença e que precisam de ajuda médica. Assim, estabelece-se um sofrimento tanto para o paciente quanto para as pessoas de seu círculo afetivo, que se sentem incapazes diante dessa situação adversa.
Clinicamente, a depressão pode ser tratada com terapia, com medicamentos ou com a associação desses dois recursos. Embora eficazes em muitos casos, essas estratégias não melhoram de forma significativa o quadro clínico de muitos pacientes. Por outro lado, os medicamentos antidepressivos podem apresentar efeitos colaterais e só iniciam seus efeitos clínicos após algumas semanas de uso. Nesse contexto, fica evidente a grande importância de se pesquisar outras estratégias para o tratamento da depressão, principalmente entre as medicinas complementares, que vêm mostrando efeitos animadores em várias áreas da saúde.
As agulhas como possível opção
A acupuntura é uma forma milenar de tratamento que teve origem na China há mais de 3 mil anos e que tem sido praticada de forma ininterrupta até os dias atuais. Essa técnica, além de ter sua eficácia comprovada clinicamente e de contar com a aceitação popular, vem ganhando reconhecimento no meio científico, em função dos resultados convincentes de grande número de pesquisas, principalmente estudos experimentais com animais de laboratório, que têm desvendado importantes etapas do seu mecanismo de ação.
Uma série de trabalhos descreve que o estímulo de pontos de acupuntura, seja por meio da simples inserção de uma agulha (acupuntura manual) ou pela estimulação elétrica dessas agulhas (eletroacupuntura), é capaz de induzir alterações no funcionamento do sistema nervoso central, modulando a liberação de substâncias específicas (os chamados transmissores). Essas substâncias são fundamentais para as atividades não só do sistema nervoso central, mas de todo o organismo. Os transmissores controlam a condução dos impulsos nervosos e coordenam a função dos órgãos internos (sistemas circulatório, respiratório, digestório, reprodutor e hormonal), além do comportamento psicológico.
Sabe-se que existe uma relação direta da acupuntura com a liberação de neurotransmissores, entre eles os opióides (encefalina, endorfinas, dinorfina), a bradicinina, a serotonina, a adrenalina, a noradrenalina e outros. Na depressão, embora ocorra alteração nos níveis de várias dessas substâncias, a serotonina tem recebido, sem dúvida, maior atenção: grande parte dos medicamentos antidepressivos atua por meio da modulação, direta ou indireta, do sistema serotoninérgico – o complexo sistema neuroquímico ativado pela serotonina.
Embora existam na literatura científica alguns trabalhos sobre os efeitos da acupuntura na depressão, a maioria deles foi realizada em seres humanos (pesquisas clínicas). Nessas condições, questões éticas limitam bastante uma investigação mais acurada do mecanismo de ação da acupuntura, capaz de conferir sustentabilidade aos resultados. Além disso, as pesquisas clínicas em acupuntura, por dificuldades metodológicas, não incluem grupos-controle adequados, que permitam investigar todas as possibilidades envolvidas. Esses problemas, infelizmente, costumam comprometer a qualidade dos estudos publicados, de modo que o tema ‘acupuntura versus depressão’ ainda é controverso na literatura científica.
Jair Guilherme dos Santos Jr.,
Fernando Kawano,
Márcio Makoto Nishida,
Ysao Yamamura,
Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello
e Angela Maria Florencio Tabosa
Laboratório de Pesquisas em Acupuntura,
Universidade Federal de São Paulo
Acupuntura é usada como anestesia em cirurgias no Brasil
21 Outubro, 2009 at 10:07 pm | In 1 | Leave a CommentFERNANDA BASSETTE
da Folha de S.Paulo
Médicos brasileiros estão adotando a acupuntura para substituir a anestesia em algumas cirurgias, como as de hérnia inguinal (caroço perto da virilha), nódulos na tireoide e partos cesarianos e normais.
“Redescoberta” nos anos 70, acupuntura esbarra na falta de evidência
Ao contrário da anestesia tradicional (em que o paciente chega a perder temporariamente todos os sentidos), a analgesia com acupuntura tira a dor, mas mantém os outros sentidos ativos (como movimentos, pressão e calor).
A técnica é usada desde a década de 70, quando foram publicados os primeiros estudos chineses. Desde então, nenhum grande centro teve resultados publicados em revistas científicas internacionais.
A primeira cirurgia do gênero foi feita no país em 1978, no Hospital de Clínicas Pedro 2º (ligado à Universidade Federal de Pernambuco), pelo acupunturista Gustavo Sá Carneiro.
Carneiro reúne mais de cem casos -ele diz que teve de recorrer à analgesia tradicional em dois deles. Os primeiros resultados foram publicados na revista “Senecta”, em 1982.
“Faço cirurgias com acupuntura até hoje, mas ainda enfrento resistência porque a técnica é desconhecida”, diz Carneiro.
Médicos do Hospital de Base de São José do Rio Preto também estão adotando a técnica desde 2002 e reúnem mais de 30 casos. Os resultados ainda não foram publicados. “A técnica não substitui nenhuma outra, mas é mais uma opção”, diz a anestesista e acupunturista Ana Patrícia Moreira Lima.
Como funciona

Antes da cirurgia, o paciente é preparado para se acostumar ao ambiente cirúrgico e costuma passar por sessões de acupuntura em ambulatório.
A cirurgia é um pouco mais demorada do que a convencional -as agulhas levam cerca de 30 minutos para começar a fazer efeito anestésico-, mas a recuperação é mais rápida, com menos uso de drogas.
Durante o procedimento, as agulhas são colocadas em áreas como punhos, mãos, tornozelos e perto de onde será feita a incisão. Em seguida, são conectadas a um eletroestimulador.
“Essa estimulação manda uma mensagem ao cérebro, que passa a produzir os opioides endógenos [analgésicos naturais]. Assim, o paciente não sente mais dor”, afirma Lima.
O acupunturista Hong Jin Pai, presidente do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo e médico do Centro de Acupuntura do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que não utiliza o método porque ele não é totalmente eficaz.
Ele afirma que, em cirurgias de cabeça e pescoço, a taxa de sucesso é de cerca de 75%, e nas abdominais, de 50%. Os outros pacientes recebem anestesia porque não suportam a dor.
Para o cardiologista e acupunturista Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, a técnica é vantajosa mesmo nos casos em que é necessário aplicar anestesia, pois o paciente receberá menos drogas por estar parcialmente anestesiado.
“O fato de diminuir a quantidade de anestésico é um ponto positivo. Mas a técnica enfrenta resistência dos próprios acupunturistas”, afirma.
Jin Pai também diz que o tempo de preparo do paciente limita o uso da técnica e que a acupuntura como anestesia só deveria ser recomendada para pacientes alérgicos. “Seria a última alternativa”, afirma.
O anestesista Carlos Eduardo Lopes Nunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, diz que a entidade não contraindica a acupuntura como anestesia cirúrgica, mas também não a ensina como método regular.
Segundo Nunes, a sociedade reconhece a aplicação da acupuntura como tratamento da dor crônica. Para o uso em cirurgias, entretanto, ele faz uma ressalva: diz que o procedimento deve ser feito exclusivamente por médicos anestesistas acupunturistas.
“Se o profissional tiver formação clássica e dominar a acupuntura, tudo bem, pois ele poderá mudar a técnica anestésica se for necessário.”
Fitoterapia e Menopausa
8 Outubro, 2009 at 12:14 pm | In 1 | Leave a CommentSão medicamentos extraídos de plantas com propriedades fitoestrogênicas que tem potencial de aliviar vários dos sintomas da menopausa como as ondas de calor, a síndrome de tensão pré-menstrual típica do climatério, as sensações de fadiga e estresse e perda de memória, além das infecções urinárias e vaginais, mudanças de humor e palpitação.
Tais qualidades das ervas medicinais, que são conhecidas há centenas de anos, algumas até há milênios, por variadas culturas, vêm sendo reconhecidas pela ciência de vinte anos prá cá, observa a médica. “Graças a uma série de ensaios clínicos realizados em países da Europa, como a Alemanha, e mais recentemente, também nos Estados Unidos, que confirmaram a eficácia de suas propriedades medicinais”, diz ela. Veja as referências desses estudos no final de cada um dos verbetes.
A seguir, a entrevista com Kaufman por Silvia Campolim.
SCAMPOLIM: Que perfil de mulher é mais suscetível ao tratamento com as substâncias da medicina alternativa?
KAUFMAN: Todas as mulheres.
SCAMPOLIM: Não tem diferença entre o benefício obtido por um mulher que tenha um estilo de vida mais saudável e outra que é fumante e sedentária?
KAUFMAN: De fato, quem faz exercícios regularmente, tem uma dieta saudável e a vida emocional equilibrada se beneficia particularmente das plantas medicinais nessa fase de transição porque tende a sentir os sintomas com menos intensidade. Pois como se sabe, os fitoestrógenos são uma alternativa medicamentosa menos potente do que os estrogênios sintéticos usados na terapia de reposição hormonal ou TRH.
SCAMPOLIM: O que seria uma dieta saudável?
KAUFMAN: Uma dieta composta de pouca proteína animal, proporção reduzida de gorduras e de sal bem como de carboidratos simples (açucares)e sem o consumo excessivo de álcool e de cigarros.
SCAMPOLIM: Homeopatia e acupuntura são recursos usados para resolver quais sintomas da menopausa?
KAUFMAN: Como os sintomas variam conforme o estado da mulher, podemos dizer que as terapias se complementam no tratamento tanto das queixas objetivas, caso das dores articulares e de cabeça, dos calores e suores ou da irregularidade menstrual que são características da transição, como das manifestações subjetivas — os quadros de tristeza e depressão leve e moderada, ansiedade e insônia. A escolha terapêutica, isso é importante frisar, tem de ser individualizada de acordo com o quadro de sintomas.
SCAMPOLIM: Quando e como os fitoestrógenos, mais particularmente as isoflavonas que estão presentes em grande quantidade nos grãos da soja, são mais eficazes?
KAUFMAN: A literatura científica conhecida até hoje mostra que o uso das isoflavonas da soja na substituição dos estrogênios naturais tem efeitos positivos no alívio dos sintomas da menopausa, como nas ondas de calor. Eles agem modulando os receptores de estrógeno. Mas também pode produzir efeitos negativos. Trabalhos realizados mostraram ser a isoflavona capaz de fazer crescer as células de tumor de mama. Na minha opinião, mulheres que já tiveram algum tipo de câncer de mama ou apresentam um risco maior para a doença pelo histórico familiar não deveriam usar a isoflavona.
Ervas para Combater:
PALPITAÇÃO
INFECÇÕES URINÁRIAS
PERDA DE MEMÓRIA
FADIGA E ESTRESSE
TRISTEZA E DEPRESSÃO
TPM NO CLIMATÉRIO
ONDAS DE CALOR
Acupuntura e exercícios aliviam síndrome do ovário policístico
30 Setembro, 2009 at 9:23 am | In 1 | Leave a CommentRedação do Diário da Saúde
Síndrome do ovário policístico
A síndrome do ovário policístico, uma condição comum entre mulheres de várias idades, pode ser aliviada pelo uso da acupuntura e de exercícios físicos. A conclusão é de um estudo feito na Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
Quase 10% das mulheres em idade reprodutiva apresentam a síndrome do ovário policístico. A síndrome se expressa por meio de um grande número de pequenos cistos imaturos nos ovários, causando distúrbios na produção hormonal e um aumento da secreção do hormônio masculino, a testosterona.
Isto significa que muitas mulheres com a síndrome do ovário policístico não ovulam normalmente. Além disso, a síndrome pode levar à infertilidade e eleva o risco de obesidade, de desenvolvimento do diabetes tipo 2 e do desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Causas da síndrome do ovário policístico
“Nós não sabemos ao certo o que causa essa condição, apesar dela ser tão comum. Tem sido observado que as mulheres com a síndrome frequentemente apresentam elevada atividade em uma parte do sistema nervoso que não controlamos conscientemente, conhecido como sistema nervoso simpático. Nós acreditamos que isso pode ser um importante fator por trás dessa síndrome,” diz a Dra Elisabet Stener-Victorin, coordenadora do estudo.
Eletroacupuntura
Durante a pesquisa, um grupo de mulheres com síndrome do ovário policístico recebeu acupuntura regularmente por quatro meses. Elas receberam um tipo de acupuntura conhecida como eletroacupuntura, na qual as agulhas são estimuladas como uma fraca corrente elétrica de baixa frequência, similar à corrente gerada naturalmente no movimento muscular.
Um segundo grupo de mulheres recebeu monitores do ritmo cardíaco e foram instruídas a se exercitar ao menos três vezes por semana. Um grupo de controle foi informado sobre a importância dos exercícios e de uma dieta saudável, mas não recebeu nenhuma instrução específica.
Resultados simpáticos
O estudo mostrou que a atividade do sistema nervoso simpático foi mais baixo nas mulheres que receberam a eletroacupuntura. O ganho foi um pouco menor nas mulheres do grupo que se exercitou regularmente. E nenhuma alteração foi observada no grupo de controle.
“Aquelas que receberam a eletroacupuntura descobriram que sua menstruação se normalizou. Nós pudemos ver também que seus níveis de testosterona se tornaram significativamente mais baixos, e isso é uma observação importante porque níveis elevados de testosterona são fortemente ligados com um aumento na atividade do sistema nervoso simpático das mulheres,” concluiu a pesquisadora.
Saúde em Movimentos
11 Agosto, 2009 at 10:50 pm | In 1 | Leave a Comment
Técnica milenar chinesa, o chi kung ensina a colocar em ordem a energia do corpo e ainda ajuda a promover o bem-estar
por Caroline Afonso
Revista Vida Natural & Equilíbio
Concentrados, os alunos se dedicam a realizar cada movimento lentamente. Como em uma coreografia, eles são realizados de forma sincronizada, mas de acordo com as limitações de cada um. Durante uma hora, a turma realiza uma série de exercícios que trabalha o equilíbrio da energia corporal, base do chi kung (pronuncia-se tchi qung), técnica derivada das artes marciais chinesas. “Os movimentos são de baixo impacto e trabalham três áreas: o corpo, as emoções e a mente”, explica Henrique Cirilo, professor do Instituto Brasileiro de Chi Kung e Terapias Afins (Ibrachi).
No Brasil desde a década de 1970, o chi kung tem uma história milenar na China. No início, os mestres de artes marciais chinesas utilizavam os exercícios do método para fortalecer a energia de seus discípulos e, dessa forma, obter melhores resultados ao longo do treino. Com o passar dos anos, as duas modalidades se separaram, mas a base do chi kung chegou intacta ao Ocidente: ainda hoje é usada para equilibrar a circulação da energia vital do organismo. Segundo a filosofia oriental, a desarmonia pode ser a causa de doenças.
Atualmente, existem 6 mil métodos de chi kung reconhecidos pelo país oriental. De acordo com o Instituto é possível dividi-los em três tipos: os exercícios que geram energia, os que a captam e aqueles que a controlam. No entanto, nem todos podem ser praticados sem acompanhamento. “Não há contraindicações, mas não é possível aprender a técnica em poucos dias”, lembra Cirilo. O estudante de publicidade Bruno Rica, praticante da técnica há dois anos, concorda: “Mesmo hoje, já com alguma vivência nessa prática, ainda não me sinto confortável em fazer todos os exercícios em casa, somente os que são considerados mais fáceis”.
PRÁTICA AO AR LIVRE
Por causa de pessoas como o estudante de publicidade citado, o chi kung se espalha por parques de grandes cidades pelo menos uma vez por ano. É quando ocorre o World Tai Chi & Qigong Day, ou Dia Mundial do Tai Chi Chuan e do Chi Kung, dedicado a integrar praticantes e mestres das terapias chinesas e divulgar as técnicas para aqueles que ainda não conhecem seus benefícios. Marcado sempre para o último sábado de abril, o evento acontece desde 1999 e já conseguiu a adesão de 60 países desde então. O Brasil está na lista desde 2000, com edições cada vez maiores. “O contato com a natureza auxilia no processo de relaxamento, por isso muitos procuram essa alternativa”, explica o professor de chi kung.
O processo de relaxamento começa já no início da aula, quando o aluno é convidado a colocar o mundo externo à parte e concentrar-se em si próprio. No decorrer do processo, a postura muda, a respiração se torna mais pausada e consciente e a meditação entra em cena para trabalhar a mente. Na técnica, assim como em outras tradicionais terapias chinesas, a evolução dos movimentos é atingida aos poucos. “No entanto, ao sair de uma aula, a pessoa já consegue se sentir mais relaxada e mais centrada”, enfatiza Cirilo.
Por benefícios como esses, o chi kung é conhecido por auxiliar o tratamento de doenças relacionadas à vida moderna, como o estresse e a ansiedade. Fisicamente, é bastante utilizado para aliviar dores musculares e articulares, já que relaxa o organismo ao mesmo tempo em que trabalha os membros inferiores e superiores sem grandes impactos. “Basicamente, praticá-lo aumenta o bem-estar, o que por si só já afasta qualquer ideia de doença”, conta, rindo, Bruno. Brincadeiras à parte, estudos comprovam a eficácia do chi kung na melhora dos sistemas digestório e circulatório, no aumento da vitalidade e na diminuição da fadiga.
Para praticar no dia a dia
Conheça três exercícios fáceis e práticos que podem ser realizados em casa e ajudam a equilibrar o corpo e a mente
Exercício 1
Em pé, com a postura ereta, devem-se juntar os pés e colocar os braços de forma reta junto ao corpo. Lentamente, sentindo cada movimento da execução do exercício, devem-se entrelaçar os dedos das mãos e esticar os braços para frente até senti-los alongando.
Em seguida, eleve os braços ao alto, acima da cabeça. Sinta o alongar de um novo conjunto de músculos e, então, desça o tronco com os braços até que ele fique paralelo ao chão. Em mais um movimento, flexione o tronco mais ainda e tente tocar os pés. Fique alguns segundos desta forma e volte, lentamente, à posição inicial.
Benefício: auxilia a obter maior flexibilidade, além de trabalhar possíveis desvios na região da coluna.
Exercício 2
Com as pernas afastadas, feche as mãos e as apoie na altura da cintura com as palmas das mãos voltadas para cima. Em seguida, flexione as pernas, estique os braços e gire-os de forma que as palmas das mãos fiquem voltadas para frente. Gire novamente os braços e as mãos de forma que as pontas dos dedos se encostem. Sinta em cada troca de movimento o alongar dos braços, das pernas, do calcanhar e do punho. Fique alguns segundos desta forma e volte, lentamente, à posição inicial Benefício: aumenta a capacidade muscular dos membros inferiores, prevenindo artrite. Caso a doença já exista, auxilia na diminuição das dores.
Exercício 3
Mantenha as pernas afastadas, feche as mãos e as mantenha voltadas para cima na altura da cintura. Prepare-se para executar três movimentos lentamente. Inicialmente, levante os braços para cima e abra as mãos de forma que fiquem também com a palma voltada para o alto.
Em seguida, vire o tronco para a esquerda ao mesmo tempo em que abaixa os braços e os estenda para os lados na altura dos ombros. Volte à posição inicial e repita o primeiro movimento. Em seguida, faça o segundo movimento novamente, virando o tronco para a direita.
Benefícios: esses exercícios dão flexibilidade aos membros superiores. São usados também para aliviar dores nos tendões.
Obs.: em cada exercício, é necessário atentar a dois pontos: a postura, que deve sempre ser ereta, e a respiração: inspira-se pelo nariz e solta o ar pela boca lentamente.
Fonte: Instituto Brasileiro de Chi Kung Terapias Afins (Ibrachi)
Exercícios e acupuntura reduzem riscos associados ao ovário policístico
6 Julho, 2009 at 2:55 pm | In 1 | Leave a CommentUOL Blog

A prática regular de exercícios e a realização de acupuntura podem reduzir a atividade do nervo simpático em mulheres com ovários policísticos, ajudando a reduzir seus riscos de desenvolver obesidade, doença cardiovascular e diabetes, segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
Avaliando 20 mulheres, os especialistas notaram que os exercícios não tinham efeitos nos ciclos menstruais irregulares ou inexistentes, que caracterizam a condição, mas era responsável por uma redução no peso e no IMC que ajudava a reduzir a atividade dos nervos simpáticos. E a eletroacupuntura ajudava na regulação dos ciclos menstruais, e na redução dos níveis de testosterona e da atividade dos nervos associados ao risco cardiovascular.
Baseados nos resultados, os autores acreditam que essa descoberta pode indicar uma alternativa não-farmacológica no combate aos riscos cardiovasculares associados ao problema nos ovários.
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