Acupuntura pode aliviar dor de cólicas menstruais, mostra estudo coreano

18 fevereiro, 2010 às 3:51 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

Reuters

HONG KONG – A acupuntura pode ajudar a aliviar cólicas menstruais, distúrbio que atinge cerca de 50% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Na análise de 27 estudos feitos com mais de 3 mil mulheres, pesquisadores coreanos descobriram que as agulhadas podem ser mais eficazes do que analgésicos e suplementos naturais.

“Temos agora bastante evidência de que a acupuntura pode ser usada para tratar a dor, pois ela estimula a produção de endorfinas e serotonina no sistema nervoso central”, divulgaram em nota os pesquisadores do Oriental Hospital at Kyung Hee University Medical Centre, na Coreia do Sul.

O estudo, que foi publicado na última edição do periódico “Journal of Obstetrics and Gynaecology”, mostra que, comparado aos analgésicos convencionais e os suplementos naturais, a acupuntura diminui a dor de forma mais eficaz. O órgão americano National Institutes of Health (NIH) recomenda a acupuntura como uma das formas de controlar a dor causada pelas cólicas.

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GATO MARACAJÁ E MACACO SON-GOKUU

30 janeiro, 2010 às 9:41 am | Publicado em 1 | Deixe um comentário

“A onça sendo grande e desajeitada pediu para o gato Maracajá ensiná-la uma forma eficiente para ela se locomover com mais destreza e dinamismo. O gato a ensinou a dar pulos acrobáticos, fazer tocaia e a onça foi treinando… Um belo dia, a onça deu um pulo em seu professor a fim de comê-lo e ele correu e deu um pulo totalmente desconhecido. Então a onça exclamou: – “Poxa, gato, este pulo aí você não me ensinou !!!” Aí o gato respondeu:- “Se eu tivesse ensinado, você teria me comido”. Moral da estória: os acupuntristas não tiveram ao longo do tempo a sabedoria do gato Maracajá. Não reservaram o trunfo, entregaram várias receitas de bandeja para os médicos que, hoje, só os reconhecem quando fazem a faculdade de Medicina.” Este pequeno conto, citado na entrevista da Senadora Marina Silva no Jornal de acupuntura (www.cieph.com.br) ilustra o momento atual da acupuntura no Brasil. Entretanto, pela sua limitação histórica e geográfica, a Senadora mostrou desconhecimento a respeito da categoria dos acupuntores originais independentes, os verdadeiros gatos maracajás. Os personagens que aparecem neste conto foram apenas a onça pintada de médico e os diversos terapeutas, as onças pintadas de acupunturistas. Até mesmo pelo desconhecimento da amplitude do universo da acupuntura, as onças pintadas passaram a disputar algumas receitas de bandeja. Mesmo com estas poucas receitas, a Ordem médico-científica ficou deslumbrada e resolveu desbancar os outros para ser o seu dono exclusivo. O mundo da acupuntura tem uma existência milenar, durante a qual aperfeiçoou a profissão do acupuntor original e independente. O universo de conhecimento acumulado dos acupuntores originais é tão amplo que não cabe dentro de uma determinada divisão da ciência, seja médica, fisioterapêutica, psicólógica, enfermeira, etc… Não há como delimitar a acupuntura como complemento de atividades das profissões atualmente existentes no ocidente. O médico acupunturista, o fisioterapêuta acupunturista, o psicólogo acupunturista, os terapêutas alternatives acupunturistas, fazem da acupuntura apenas um complemento das suas práticas. E percebendo a eficácia terapêutica da acupuntura, mesmo com o seu conhecimento parcial, passaram a travar disputas deste conhecimento. O acupuntor original, assim como o gato maracajá, se escondeu, não transmitiu os segredos mais importantes. Vale dizer que nem há como transmiti-los todos, de tão amplo que é o universo da acupuntura. Aliás as diversas onças pintadas se perderam na disputa pelo poder e não enchergaram ainda o tamanho o universo que tentaram incorporar. Quero ilustrar este momento da disputa pela acupuntura com o seguinte conto budista do macaco Son-Gokuu, cuja estória inspirou o mangá e desenho animado “Dragon Ball”. O macaco Son-Gokuu foi crescendo, adquirindo os conhecimentos e habilidades humanas, e junto com isso muitos poderes fantásticos. Usava um bastão que crescia e diminuía de acordo com a sua vontade. Dominava a núvem denominada “Kinto-un” e voava montado nela para qualquer canto do mundo. Adquiriu o poder para transformar cada um dos seus pelinhos em objetos que desejasse. Com tantos poderes resolveu desafiar o imperador. Lutou e derrotou os seus exércitos. Já não restavam mais forças que defendesse o Imperador. Este então pediu ajuda ao buda Shakha-Muni. O Buda prontamente aceitou conversar com o macaco Son-Gokuu. – Gokuu é o seu nome ? deixe-me saber um pouco sobre você. – Que monge é este ? de onde você é ? – Gokuu, estou te perguntando primeiro. Onde você nasceu, como é que você veio parar aqui ?” – Gokuu então contou a sua vida, desde o nascimento, o aprendizado sobre todos os seus poderes e conhecimentos. O Buda Shakha-Muni riu e comentou. – O Imperador viveu mais de cem milhões de anos. Aprendendo e se aperfeiçoando para chegar ao que é. Você, macaco que qcaba de aprender as coisas, não é adversário para ele. – Aprendi todas as 72 transformações, sei também voar sobre as nuvens. E num instante consigo voar oito mil léguas. Duvido que alguém me alcance. – Então Gokuu, vamos fazer uma aposta. – Que aposta ? – Se você conseguir sair desta minha palma da mão converso com o Imperador para te passar o Trono deste mundo celestial. Que tal ? -Que tarefa mais fácil. Está me subestimando. Desta palma da mão tão pequena, saio num pulo. Chamou a núvem Kinto-um e saiu voando. Voou, cruzou as montanhas, mares, continentes, um dia inteiro, à noite e chegando de madrugada avistou cinco enormes torres. Se aproximou delas e concluiu: Estas devem ser as Torres do fim do mundo. – Bem, vou assinar o meu nome para comprovar que cheguei até aqui.” – Arrancou um pelo, trnasformou num pincel e escreveu seu nome. Aproveitou para urinar no pé de uma das torres. Apanhou a nuvem Kinto-un e voou de volta. No meio do caminho escutou uma voz estrondosa vindo do céu. – Pare com a brincadeira, Gokuu. – Que voz é esta, onde você está ? E viu um enorme rosto no horizonte, era o rosto do Buda Shakha-Muni. – Eu fui até o fim do mundo, onde encontrei umas torres e como prova assinei ali o meu nome, Se duvida venha comigo. – Nem preciso ir. – Por que ? – Veja onde você está, veja a palma da mão. – O que é isso ? O que aconte ? – Gokuu viu que estava sobre a palma da mão do Shakha-Muni, e no seu dedo médio a assinatura do seu nome. Além disso, na base do dedo, uma mancha molhada. – Envergonhado Gokuu chamou de novo a núvem para fugir. Mas Shakha-Muni, bravo, apanhou Gokuu pelo colarinho e o confinou debaixo da Serra dos cinco elementos. Gokuu foi condenado a viver 500 anos em confinamento e reflexão. Mitologias, parábolas e contos fazem parte do ensino cultural e arquetípico no oriente para formar o homem sábio, simples e respeitador. Quem sabe o ensino no Brasil, com acesso às mais variadas culturas do mundo, desde as sabedorias dos indios – povos ancestrais – até as do extremo oriente, passando pelos povos e culturas de todos os continentes, venha a se redirecionar mais para a formação de sábios íntegrais e humildes e menos de intelectuais divididos, aficionados por honrarias e poderes.

Yoshihiro Odo Acupuntor Set/2003 Rua Fradique Coutinho, 171 Pinheiros – SP CEP:05410-010

Tel: (0111)3081-9969

yoshiodo@terra.com.br

Medicina se rende à prática da meditação

8 janeiro, 2010 às 7:07 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

por Ricardo Westin

O Ministério da Saúde baixou portaria incentivando postos de saúde e hospitais a oferecer a técnica em todo o País.
Em fevereiro, a agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas
médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos ao oferecer a meditação em todo o País.

Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda a manter a saúde física.

“A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo”, explica a médica anestesista Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.
Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos.
Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.
Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo – os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.
As mesmas pesquisas sugerem que prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress. Em quem medita, a duração dessas “reações de alarme” são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.
Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. “Uma das
dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais”, explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. “Antes, eu era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito”, conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica, “Levei um mês para aprender a me concentrar.”
O obstetra Roberto Cardoso, autor de “Medicina e Meditação – Um Médico Ensina a Meditar” (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos. “Mas isso deve mudar. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica.”
No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.
Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante. “É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para que você se mantenha saudável.”

Acesso à medicina não convencional cresce no SUS

6 janeiro, 2010 às 5:48 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

Agência Saúde

O acesso gratuito a práticas de saúde como Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa (MTC/acupuntura) e Termalismo (uso de águas para tratamento de saúde) cresceu no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2007, foram realizados 97.240 procedimentos de acupuntura e, em 2008, foram 216.616, crescimento de 122%. As práticas corporais, como Lian Gong e Tai Chi Chuam, também se tornaram mais acessíveis aos usuários. Em 2007, foram realizadas 27.646 práticas, enquanto, em 2008, o SUS contabilizou 126.652 – crescimento de 358%.

O aumento foi possível graças à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em 2006. O Ministério da Saúde garantiu acesso gratuito às práticas integrativas no país com a portaria de nº 971. A política recomenda ações e serviços no SUS, para a prevenção de agravos na saúde, a promoção e a recuperação, além de propor o cuidado continuado, humanizado e integral na saúde, com ênfase na atenção básica.

Essas práticas, que já eram realizadas no SUS antes da PNPIC, mas de forma tímida, ganharam força com a implementação da política nacional. Para se ter idéia, em 2000, foram realizadas 257.508 consultas em homeopatia. Já em 2007, foram 312.533. “Com a institucionalização das práticas não convencionais no SUS, muitos Estados e municípios tiveram suas ações fortalecidas. A PNPIC prioriza a promoção da saúde e promove acesso da população a práticas antes restritas a área privada”, analisa Carmem De Simoni, coordenadora da PNPIC.

Além disso, em 2006, o Ministério criou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que financiará seis novos medicamentos fitoterápicos neste ano. A partir de 2010, os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito. Os novos produtos – preparados a partir de plantas medicinais – são indicados para o tratamento de problemas como prisão de ventre, inflamações, artrite reumatóide e sintomas do climatério (veja matéria sobre o assunto).

Investimento

O investimento federal em consultas homeopáticas também foi incrementado: cresceu em 383%. Em 2000, o MS aplicou R$ 611.367,00 no custeio de consultas. Em 2008, investiu R$ 2.953.480,00. Além disso, só em 2008, foram realizados 25.751 procedimentos de moxabustão (procedimento que consiste no aquecimento dos pontos de acupuntura), com verba de R$ 84.649,00. Já o investimento em acupuntura teve incremento de 1.420%. Em 2000, foram gastos R$ 278.794,00 enquanto, em 2008, o recurso aplicado foi de R$ 3.960.120,00.

Com a política, os brasileiros têm acolhimento gratuito nas áreas de Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia. Eles são atendidos, principalmente, nas Unidades Básicas de Saúde e nos Núcleos de Apoio à Família (NASFs), além de hospitais.

Em 2004, antes da criação da política, o MS mapeou 230 municípios brasileiros que realizavam alguma prática. Em 2008, pelo menos 1.340 cidades oferecem alguma prática integrativa e complementar no SUS.

Vanguarda

A PNPIC inseriu o Brasil na vanguarda das práticas integrativas no sistema oficial de saúde. As experiências brasileiras são citadas em relatórios da Organização Mundial de Saúde que, desde 1970, incentiva os países a implementarem políticas na área. A política responde ao desejo da população manifesto nas recomendações de Conferências Nacionais de Saúde, desde 1988.

O Espírito Santo não possuía normas para a aplicação das práticas no estado, mas passou a contar com política estadual para com foco na homeopatia, na acupuntura, em plantas medicinais e na fitoterapia. Já Campinas, que conta com o Ambulatório Municipal de Homeopatia desde 1989 e um projeto de medicina tradicional chinesa incrementou o rol de atividades oferecidas. Estudo realizado pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade indica a diminuição do consumo de mais de 74 mil antiinflamatórios por ano, após a implantação do Lian Gong (prática corporal da MTC).

Práticas integrativas e complementares em dados

• Em 2007, foram realizados 97.240 procedimentos de acupuntura com a utilização de agulhas e, em 2008, foram 216.616, um crescimento de 122%.

• As práticas corporais, como Lian Gong e Tai Chi Chuam também se tornaram mais acessíveis aos usuários. Em 2007, foram realizadas 27.646 práticas, enquanto, em 2008, o SUS contabilizou 126.652, um crescimento de 358%.

• Em 2000, foram realizadas 257.508 consultas em Homeopatia. Já em 2007, foram 312.533

• A partir do próximo ano, os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito

• O investimento federal em consultas homeopáticas cresceu em 383%. Em 2000, o MS aplicou R$ 611.367 no custeio de consultas, enquanto em 2008 investiu R$ 2.953.480,00

• Só em 2008, foram realizados 25.751 procedimentos de moxabustão (técnica da Medicina Tradicional Chinesa baseada nos mesmos princípios de energia trabalhados na acupuntura), com verba de R$ 84.649

• O investimento em acupuntura teve incremento de 1.420%. Em 2000, foram gastos R$ 278.794, enquanto, em 2008, o recurso aplicado foi de R$ 3.960.120,00.

Medicina alternativa de graça

5 janeiro, 2010 às 1:11 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

O DIA – Ciência e Saúde – por Clarissa Mello

A procura de pacientes por tratamentos alternativos de saúde na rede pública — como fitoterapia, homeopatia, acupuntura e até técnicas da medicina tradicional chinesa — cresceu mais de 100% em todo o País nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam aumento de 120% nos serviços oferecidos no Rio de Janeiro de 2008 para o ano passado.

Para a coordenadora nacional de práticas integrativas e complementares do Sistema Único de Saúde (SUS), Carmem de Simoni, é fundamental que a medicina alternativa seja oferecida na atenção básica dos municípios. A orientação, diz a especialista, é que o serviço seja prestado por médicos credenciados ao SUS para que não haja descontinuidade no atendimento.

“Com as portarias do ministério, os municípios que quiserem podem ter acesso aos fitoterápicos e homeopatia na lista de medicamentos, por exemplo. Isso é um avanço, e o Rio de Janeiro é um dos pioneiros nessas medidas. Porém, para fazer o procedimento, é necessário profissinal habilitado e não qualquer médico”, declara.

No Brasil, o número de procedimentos de práticas corporais chinesas (como Tai Chi Chuan e Pa Tuan Ching) cresceu 358% entre os anos de 2007 e 2008. Simoni lembra que exercícios corporais chineses voltados para os ossos e as articulações podem diminuir até o uso de anti-inflamatórios. A procura pela acupuntura no mesmo período aumentou 122%.

De acordo com o Ministério da Saúde, também houve aumento na busca por tratamentos a base de remédios homeopáticos, plantas medicinais e fitoterapia, além de termalismo (tratamento com água).

A partir de 2010, postos de saúde de todo o País poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito.

No município do Rio de Janeiro, 67 pontos, entre postos de Saúde e hospitais, oferecem tratamentos com homeopatia, fitoterápicos, além de Tai Chi Chuan, auriculoterapia, Pa Tuan Ching e Yoga.

CONFIRA ALGUNS ENDEREÇOS

ACUPUNTURA
Barra – Hospital Lourenço Jorge; Botafogo – Policlínica Dom Hélder Câmara (R. Voluntários da Pátria, 136); Centro – Policlínica Oswaldo Cruz (Av. Henrique Valadares, 151); Copacabana – CMS João Barros Barreto (R. Tenreiro Aranha, s/n); Praça da Bandeira – Policlínica Hélio Pellegrino (R. do Matoso, 96); Santa Cruz: Policlínica Lincoln de Freitas Filho (R. Lopes de Moura, 46).

AURICULOTERAPIA
Catete – CMS Manoel José Ferreira (R. Silveira Martins, 161); Copacabana – CMS João Barros Barreto (R. Tenreiro Aranha, s/n); Penha – Policlínica José Paranhos Fontenelle (R. Leopoldina Rego, 700); Praça da Bandeira – Policlínica Hélio Pellegrino (R. do Matoso, 96,); Santa Tereza – CMS Ernani Agrícola (R. Constante Jardim, 8).

HOMEOPATIA
Centro – PAM Antônio Ribeiro Neto (Av. Treze de Maio, 23 ); Gávea – Hospital Miguel Couto; São Cristóvão – CMS Ernesto Zeferino Timbau (Av. do Exército, 1); Vila Isabel – Hospital Jesus (Av. Oito de Dezembro, 717 ).

FITOTERAPIA
Ilha do Governador – Policlínica Newton Alves Cardoso (Rua Combu, 191); Maracanã – Instituto Oscar Clark (R. General Canabarro, 345 ); <MC1>Santa Tereza – CMS Ernani Agrícola (R. Constante Jardim, 8).

SHIATSU
Centro – Policlinica Oswaldo Cruz (Av. Henrique Valadares, 151); Copacabana – CMS João Barros Barreto (Rua Tenreiro Aranha,s/n); Santa Tereza – CMS Ernani Agrícola (R. Constante Jardim, 8).

PA-TUAN-CHING
Bangu – CMS Waldyr Franco (Praça Cecília Pedro, 60); Campo Grande: CMS Belizário Pena (Rua Franklin, 29).

Oferta de acupuntura no SUS cresce 122% em 1 ano

30 dezembro, 2009 às 7:50 am | Publicado em 1 | Deixe um comentário

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Em um ano, o Ministério da Saúde aumentou em 122% a oferta de acupuntura e de outras práticas da medicina tradicional chinesa (MTC) na rede pública. Foram realizados 216.616 procedimentos em 2008, contra 97.240 em 2007.

O crescimento das chamadas práticas integrativas e complementares no SUS, que reúne também terapias como a homeopatia e o termalismo, ainda esbarra, porém, na falta de profissionais especializados e na concentração de procedimentos nas regiões Sudeste e Sul.

De acordo com Carmem De Simoni, coordenadora do programa do ministério que reúne essas práticas, o desafio agora é formar profissionais no SUS que trabalhem para o SUS. “Mesmo que um gestor queira implantar homeopatia no Amazonas, ele não encontrará profissional no Sistema Único de Saúde”, afirma De Simoni.

A prática da acupuntura também é motivo de discórdia entre os médicos e o ministério. Os médicos entendem que a prática é um ato que deve ser restrito a eles porque envolve um diagnóstico anterior.

Eles argumentam que uma dor lombar, por exemplo, pode ter causa muscular (que poderia ser amenizada com as agulhas), mas também pode ser sinal de algo mais sério, como um problema neurológico.

“Eu não posso simplesmente experimentar a acupuntura nessa pessoa. E se ela tem um tumor na coluna que está comprimindo o nervo? Ela precisa de um outro tipo de tratamento. O médico tem que avaliar a pessoa para saber que diagnóstico ela tem e ver quais as alternativas que existem nas diferentes especialidades”, afirma José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira).

Já o Ministério da Saúde aceita que outros profissionais da saúde, devidamente habilitados, apliquem acupuntura. Argumenta que os fisioterapeutas, por exemplo, reconhecem a acupuntura como prática da especialidade desde 1981, 15 anos antes dos médicos.

“Quem legisla no país a respeito do exercício das profissões são o Congresso Nacional e as categorias profissionais. O ministério tem poder executivo, não legisla. Nosso mote é agir com responsabilidade e segurança. A acupuntura está no programa de forma multiprofissional”, diz De Simoni.

Evidência científica

Outro debate que existe no meio acadêmico é a falta de evidência científica de procedimentos que constam do programa do governo. De Simoni diz que o ministério tem apoiado grupos de estudo que buscam comprovar cientificamente a eficácia dessas práticas.

Em Campinas (SP), por exemplo, um estudo mostrou que houve diminuição do uso de anti-inflamatório depois da implantação do lian gong, uma prática corporal da medicina tradicional chinesa.

O lian gong e o tai chi chuan tiveram um aumento de 358% no SUS entre 2007 e 2008 (27.646 práticas, contra 126.652), segundo o Ministério.

SUS vai distribuir oito fitoterápicos em 2010

4 dezembro, 2009 às 11:31 am | Publicado em 1 | Deixe um comentário

Laura Lopes – Revista Época

Alcachofra, isoflavona da soja e unha de gato são utilizados em alguns dos medicamentos feitos a partir de plantas medicinais que os médicos da atenção básica de saúde terão como opção para prescrever aos pacientes

A alcachofra é uma das plantas medicinais usadas nos seis novos medicamentos fitoterápicos financiados pelo SUS
Prisão de ventre? Cáscara sagrada. Dores abdominais por problemas no fígado ou bile? Alcachofra. Gastrite? Espinheira santa, é tiro e queda. O uso terapêutico de plantas e ervas na cura de males da saúde não é novo. Mas o Sistema Único da Saúde (SUS) bancar medicamentos fitoterápicos é algo bem recente. A partir do ano que vem, os postos de saúde de 13 Estados terão oito fitoterápicos à disposição para serem prescritos pelos médicos da rede pública. “Os fitoterápicos são uma opção de origem vegetal. Com eles, pesquisas mostram que a possibilidade de efeitos adversos é menor”, diz José Miguel do Nascimento Júnior, diretor do departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (MS). Eles serão financiados com a verba que já é usada para a compra dos medicamentos da atenção básica – R$ 8,82 por habitante/ano, o que soma R$ 1,76 bilhão.

São seis os novos medicamentos – dois fitoterápicos (espinheira santa e guaco) já haviam sido introduzidos no SUS em dezembro de 2007– apresentados em forma de xaropes, cápsulas, comprimidos, gotas ou pomadas. Alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato, todos testados e com comprovação científica de sua eficácia (confira para o que são usados no quadro abaixo). A inclusão dos seis novos fitoterápicos faz parte do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, concluído e formalizado em 2008. “A discussão da fitoterapia no SUS é anterior ao próprio programa. Vários municípios brasileiros têm experiências de fornecimento de plantas, chazinho, acupuntura e outras terapias”, afirma Nascimento Júnior.

O Conselho Federal de Medicina aprova a iniciativa do ministério. Agora, é importante que os médicos saibam como prescrever os novos medicamentos disponíveis, procurando cursos de especialização em prescrição fitoterápica. “Essa opção terapêutica requer, para quem prescreve e para quem usa, a mesma cautela do medicamento tradicional”, afirma Nascimento. Segundo o diretor do MS, os fitoterápicos são eficazes e seguros e uma alternativa terapêutica tanto quanto um medicamento sintético. “Até porque muitos sintéticos são derivados de plantas, como a digoxina (usada para tratamentos cardíacos).”

O governo pretende, com a ampliação do programa, dar mais opções à base de plantas medicinais para a população. Os Estados não são obrigados a oferecer todos os medicamentos, como já acontece com a lista de fármacos da atenção básica. Cada secretaria estadual e municipal de saúde deve definir aqueles que serão distribuídos na rede pública de saúde, de acordo com a necessidade de cada região. Além de fornecer, a intenção é aumentar o número de fitoterápicos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O programa visa ao estímulo da produção local, à geração de emprego e renda do produtor, à fixação do homem no campo e até à substituição de culturas, como do fumo pelas plantas medicinais”, afirma Nascimento. A Alemanha, ele conta, tem nos fioterápicos uma opção muito forte e tradicional. Aquele país exporta modelos e inspira. “Seu sistema de saúde é muito bem calcado na questão dos fitoterápicos”, diz.

Para que servem os fitoterápicos
Alcachofra: Tratamento de dores na região abdominal associadas a disfunções relacionadas ao fígado e à bile
Aroeira: Tratamentos ginecológicos anti-infecciosos
Cáscara sagrada: Constipação ocasional (prisão de ventre)
Espinheira santa: Tratamentos de gastrites e úlceras
Garra do diabo: Anti-inflamatório (oral) para dores lombares e osteoartrite (artrose)
Guaco: Tratamentos de tosses e gripes
Isoflavona da soja: Coadjuvante no alívio dos sintomas da menopausa
Unha de gato: Anti-inflamatório (oral e tópico) para artrite reumatoide, osteoartrite (artrose) e ajuda a fortalecer a imunidade.

Eletroacupuntura: possível arma contra a depressão?

26 outubro, 2009 às 5:40 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

Revista Ciência Hoje

Estudo brasileiro constata efeitos antidepressivos dessa técnica medicinal milenar em ratos

Agulhas de acupuntura, uma técnica terapêutica milenar, indicada hoje pela Organização Mundial da Saúde para o tratamento de dezenas de problemas de saúde (foto: Xhienne/ Wikimedia Commons).

A Organização Mundial da Saúde listou, em 1979, mais de 40 doenças tratáveis pela acupuntura, técnica medicinal milenar, de origem chinesa, hoje reconhecida como especialidade médica em muitos países. A compreensão do mecanismo de ação das agulhas aplicadas em pontos específicos do corpo baseou-se, por milênios, apenas em concepções filosóficas, mas nas últimas décadas houve um aumento significativo do número de pesquisas sobre a técnica, que deram a esta sólido embasamento científico.

Alguns desses estudos abordaram o uso da acupuntura no tratamento da depressão, sem resultados conclusivos. No entanto, trabalho recente de nosso grupo de pesquisa constatou, em ratos, efeitos tipo-antidepressivos da eletroacupuntura. O trabalho mostrou ainda que tais efeitos estão associados aos níveis de serotonina no sistema nervoso central.

A depressão é considerada, nos dias atuais, uma doença potencialmente grave, que atinge parcela expressiva da população mundial. Desânimo, tristeza, insegurança, ansiedade, comprometimento da auto-estima e desmotivação ilustram claramente o impacto da depressão, que afeta em torno de 20% da população mundial e faz parte do grupo das 10 maiores causas de adoecimento e morte em todo o mundo.

As pessoas que sofrem de depressão apresentam, frequentemente, dificuldade de admitir que têm a doença e que precisam de ajuda médica. Assim, estabelece-se um sofrimento tanto para o paciente quanto para as pessoas de seu círculo afetivo, que se sentem incapazes diante dessa situação adversa.

Clinicamente, a depressão pode ser tratada com terapia, com medicamentos ou com a associação desses dois recursos. Embora eficazes em muitos casos, essas estratégias não melhoram de forma significativa o quadro clínico de muitos pacientes. Por outro lado, os medicamentos antidepressivos podem apresentar efeitos colaterais e só iniciam seus efeitos clínicos após algumas semanas de uso. Nesse contexto, fica evidente a grande importância de se pesquisar outras estratégias para o tratamento da depressão, principalmente entre as medicinas complementares, que vêm mostrando efeitos animadores em várias áreas da saúde.

As agulhas como possível opção
A acupuntura é uma forma milenar de tratamento que teve origem na China há mais de 3 mil anos e que tem sido praticada de forma ininterrupta até os dias atuais. Essa técnica, além de ter sua eficácia comprovada clinicamente e de contar com a aceitação popular, vem ganhando reconhecimento no meio científico, em função dos resultados convincentes de grande número de pesquisas, principalmente estudos experimentais com animais de laboratório, que têm desvendado importantes etapas do seu mecanismo de ação.
Uma série de trabalhos descreve que o estímulo de pontos de acupuntura, seja por meio da simples inserção de uma agulha (acupuntura manual) ou pela estimulação elétrica dessas agulhas (eletroacupuntura), é capaz de induzir alterações no funcionamento do sistema nervoso central, modulando a liberação de substâncias específicas (os chamados transmissores). Essas substâncias são fundamentais para as atividades não só do sistema nervoso central, mas de todo o organismo. Os transmissores controlam a condução dos impulsos nervosos e coordenam a função dos órgãos internos (sistemas circulatório, respiratório, digestório, reprodutor e hormonal), além do comportamento psicológico.

Sabe-se que existe uma relação direta da acupuntura com a liberação de neurotransmissores, entre eles os opióides (encefalina, endorfinas, dinorfina), a bradicinina, a serotonina, a adrenalina, a noradrenalina e outros. Na depressão, embora ocorra alteração nos níveis de várias dessas substâncias, a serotonina tem recebido, sem dúvida, maior atenção: grande parte dos medicamentos antidepressivos atua por meio da modulação, direta ou indireta, do sistema serotoninérgico – o complexo sistema neuroquímico ativado pela serotonina.

Embora existam na literatura científica alguns trabalhos sobre os efeitos da acupuntura na depressão, a maioria deles foi realizada em seres humanos (pesquisas clínicas). Nessas condições, questões éticas limitam bastante uma investigação mais acurada do mecanismo de ação da acupuntura, capaz de conferir sustentabilidade aos resultados. Além disso, as pesquisas clínicas em acupuntura, por dificuldades metodológicas, não incluem grupos-controle adequados, que permitam investigar todas as possibilidades envolvidas. Esses problemas, infelizmente, costumam comprometer a qualidade dos estudos publicados, de modo que o tema ‘acupuntura versus depressão’ ainda é controverso na literatura científica.

Jair Guilherme dos Santos Jr.,
Fernando Kawano,
Márcio Makoto Nishida,
Ysao Yamamura,
Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello
e Angela Maria Florencio Tabosa

Laboratório de Pesquisas em Acupuntura,
Universidade Federal de São Paulo

Acupuntura é usada como anestesia em cirurgias no Brasil

21 outubro, 2009 às 10:07 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

FERNANDA BASSETTE

da Folha de S.Paulo

Médicos brasileiros estão adotando a acupuntura para substituir a anestesia em algumas cirurgias, como as de hérnia inguinal (caroço perto da virilha), nódulos na tireoide e partos cesarianos e normais.

“Redescoberta” nos anos 70, acupuntura esbarra na falta de evidência

Ao contrário da anestesia tradicional (em que o paciente chega a perder temporariamente todos os sentidos), a analgesia com acupuntura tira a dor, mas mantém os outros sentidos ativos (como movimentos, pressão e calor).

A técnica é usada desde a década de 70, quando foram publicados os primeiros estudos chineses. Desde então, nenhum grande centro teve resultados publicados em revistas científicas internacionais.

A primeira cirurgia do gênero foi feita no país em 1978, no Hospital de Clínicas Pedro 2º (ligado à Universidade Federal de Pernambuco), pelo acupunturista Gustavo Sá Carneiro.

Carneiro reúne mais de cem casos -ele diz que teve de recorrer à analgesia tradicional em dois deles. Os primeiros resultados foram publicados na revista “Senecta”, em 1982.

“Faço cirurgias com acupuntura até hoje, mas ainda enfrento resistência porque a técnica é desconhecida”, diz Carneiro.

Médicos do Hospital de Base de São José do Rio Preto também estão adotando a técnica desde 2002 e reúnem mais de 30 casos. Os resultados ainda não foram publicados. “A técnica não substitui nenhuma outra, mas é mais uma opção”, diz a anestesista e acupunturista Ana Patrícia Moreira Lima.

Como funciona

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Antes da cirurgia, o paciente é preparado para se acostumar ao ambiente cirúrgico e costuma passar por sessões de acupuntura em ambulatório.

A cirurgia é um pouco mais demorada do que a convencional -as agulhas levam cerca de 30 minutos para começar a fazer efeito anestésico-, mas a recuperação é mais rápida, com menos uso de drogas.

Durante o procedimento, as agulhas são colocadas em áreas como punhos, mãos, tornozelos e perto de onde será feita a incisão. Em seguida, são conectadas a um eletroestimulador.

“Essa estimulação manda uma mensagem ao cérebro, que passa a produzir os opioides endógenos [analgésicos naturais]. Assim, o paciente não sente mais dor”, afirma Lima.

O acupunturista Hong Jin Pai, presidente do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo e médico do Centro de Acupuntura do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que não utiliza o método porque ele não é totalmente eficaz.

Ele afirma que, em cirurgias de cabeça e pescoço, a taxa de sucesso é de cerca de 75%, e nas abdominais, de 50%. Os outros pacientes recebem anestesia porque não suportam a dor.
Para o cardiologista e acupunturista Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, a técnica é vantajosa mesmo nos casos em que é necessário aplicar anestesia, pois o paciente receberá menos drogas por estar parcialmente anestesiado.

“O fato de diminuir a quantidade de anestésico é um ponto positivo. Mas a técnica enfrenta resistência dos próprios acupunturistas”, afirma.

Jin Pai também diz que o tempo de preparo do paciente limita o uso da técnica e que a acupuntura como anestesia só deveria ser recomendada para pacientes alérgicos. “Seria a última alternativa”, afirma.

O anestesista Carlos Eduardo Lopes Nunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, diz que a entidade não contraindica a acupuntura como anestesia cirúrgica, mas também não a ensina como método regular.

Segundo Nunes, a sociedade reconhece a aplicação da acupuntura como tratamento da dor crônica. Para o uso em cirurgias, entretanto, ele faz uma ressalva: diz que o procedimento deve ser feito exclusivamente por médicos anestesistas acupunturistas.

“Se o profissional tiver formação clássica e dominar a acupuntura, tudo bem, pois ele poderá mudar a técnica anestésica se for necessário.”

Fitoterapia e Menopausa

8 outubro, 2009 às 12:14 pm | Publicado em 1 | Deixe um comentário

São medicamentos extraídos de plantas com propriedades fitoestrogênicas que tem potencial de aliviar vários dos sintomas da menopausa como as ondas de calor, a síndrome de tensão pré-menstrual típica do climatério, as sensações de fadiga e estresse e perda de memória, além das infecções urinárias e vaginais, mudanças de humor e palpitação.

Tais qualidades das ervas medicinais, que são conhecidas há centenas de anos, algumas até há milênios, por variadas culturas, vêm sendo reconhecidas pela ciência de vinte anos prá cá, observa a médica. “Graças a uma série de ensaios clínicos realizados em países da Europa, como a Alemanha, e mais recentemente, também nos Estados Unidos, que confirmaram a eficácia de suas propriedades medicinais”, diz ela. Veja as referências desses estudos no final de cada um dos verbetes.

A seguir, a entrevista com Kaufman por Silvia Campolim.

SCAMPOLIM: Que perfil de mulher é mais suscetível ao tratamento com as substâncias da medicina alternativa?
KAUFMAN: Todas as mulheres.

SCAMPOLIM: Não tem diferença entre o benefício obtido por um mulher que tenha um estilo de vida mais saudável e outra que é fumante e sedentária?
KAUFMAN: De fato, quem faz exercícios regularmente, tem uma dieta saudável e a vida emocional equilibrada se beneficia particularmente das plantas medicinais nessa fase de transição porque tende a sentir os sintomas com menos intensidade. Pois como se sabe, os fitoestrógenos são uma alternativa medicamentosa menos potente do que os estrogênios sintéticos usados na terapia de reposição hormonal ou TRH.

SCAMPOLIM: O que seria uma dieta saudável?
KAUFMAN: Uma dieta composta de pouca proteína animal, proporção reduzida de gorduras e de sal bem como de carboidratos simples (açucares)e sem o consumo excessivo de álcool e de cigarros.

SCAMPOLIM: Homeopatia e acupuntura são recursos usados para resolver quais sintomas da menopausa?
KAUFMAN: Como os sintomas variam conforme o estado da mulher, podemos dizer que as terapias se complementam no tratamento tanto das queixas objetivas, caso das dores articulares e de cabeça, dos calores e suores ou da irregularidade menstrual que são características da transição, como das manifestações subjetivas — os quadros de tristeza e depressão leve e moderada, ansiedade e insônia. A escolha terapêutica, isso é importante frisar, tem de ser individualizada de acordo com o quadro de sintomas.

SCAMPOLIM: Quando e como os fitoestrógenos, mais particularmente as isoflavonas que estão presentes em grande quantidade nos grãos da soja, são mais eficazes?
KAUFMAN: A literatura científica conhecida até hoje mostra que o uso das isoflavonas da soja na substituição dos estrogênios naturais tem efeitos positivos no alívio dos sintomas da menopausa, como nas ondas de calor. Eles agem modulando os receptores de estrógeno. Mas também pode produzir efeitos negativos. Trabalhos realizados mostraram ser a isoflavona capaz de fazer crescer as células de tumor de mama. Na minha opinião, mulheres que já tiveram algum tipo de câncer de mama ou apresentam um risco maior para a doença pelo histórico familiar não deveriam usar a isoflavona.

Ervas para Combater:

PALPITAÇÃO
INFECÇÕES URINÁRIAS
PERDA DE MEMÓRIA
FADIGA E ESTRESSE
TRISTEZA E DEPRESSÃO
TPM NO CLIMATÉRIO
ONDAS DE CALOR

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